Machismo Nunca Mais – DCE LIVRE DA USP

A página Feminismo sem Demagogia participou no dia 02 de Maio de 2013, do Ato: “Machismo nunca mais” DCE LIVRE DA USP.

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O ato chamado contra o machismo dentro das universidades aconteceu no auditório da Geografia da FFLCH, e voltava se prioritariamente contra os Trotes machistas que vem se propagando de forma absurda, com conivência das reitorias. Mas não é só nos trotes que o machismo se manifesta, ele está lá entre todxs, inclusive dentro do movimento estudantil.

As forças políticas de esquerda que deveriam estar em defesa dos oprimidxs, também estão contaminadas pelo machismo, e foi justamente de uma organização da esquerda, O PCO, Partido da Causa Operária, que surgiu a agressão física e verbal contra duas companheiras.

Esta agressão dos homens contra as mulheres em espaços políticos tem um objetivo claro: Intimidar-nos e declarar que “ali não é nosso lugar”. Mas nós não vamos tolerar que o machismo delimite os espaços onde devemos estar por isso vamos denunciar sua ação e estaremos onde quisermos estar!

 Ações machistas, que afastam as mulheres de espaços políticos, acabam por fortalecer a ideia de que as mulheres não possuem capacidade para determinadas atividades como, por exemplo, se posicionar e definir os rumos políticos, econômicos e sociais seja das universidades, seja do país e do mundo. Esta posição criada e sustentada pela sociedade patriarcal, não serve para a esquerda, afinal as opressões são usadas como um mecanismo de fortalecimento do capitalismo.

Este sistema se utiliza destas ideias, como as de que mulheres são incapazes, para explorar mais e lucrar mais. Por isso, é um erro bárbaro que movimentos de esquerda fortaleçam o machismo, afinal lutamos por uma transformação social e sem a participação das mulheres isto se torna impossível.  

Lola palestrou recapitulando os trotes machistas que ocorreram começando pelo “Rodeio das gordas” na UNESP em 2010 atualizando-nos até o ano presente, e comentando no final de sua apresentação, que “A universidade pode ser sim a universidade que queremos” somos nós que a construímos e por isso mesmo devemos combater o machismo dentro destas instituições também.

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 A página Feminismo sem demagogia foi chamada a se apresentar como movimento de apoio ao ato e a luta das companheiras e companheiros, contra o machismo, racismo e homofobia, e a palavra foi passada para a moderadora Verinha Dias.

A moderadora da página Feminismo sem Demagogia  explicou que “a página é da esquerda, e é justamente por causa da esquerda que ela surgiu, como um protesto contra as organizações que fazem um discurso lindo sobre combate ao machismo, mas é ineficaz em combatê-lo dentro de   suas   próprias   fileiras, afastando   muitas   mulheres   da   militância   em   partidos, organizações e movimentos”.

Disse ainda que “Não basta às mulheres terem cotas para sua representatividade dentro das organizações de esquerda” Não basta às mulheres estarem dentro de um partido em posição de liderança, mas ser sempre dirigida por homens ou por praticas machistas, não queremos ser marionetes, “Não basta existir um movimento de mulheres, as mulheres tem que estar nos partidos e organizações atuando igualitariamente, como a esquerda quer fazer no macro, o que não esta disposta a fazer no micro”?

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 O Ato foi realmente lindo, muitos gritos de luta, muita força e empoderamento. O Feminismo sem Demagogia estava lá para dizer “Nós estamos aqui para compor a luta”

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– TODO APOIO A LUTA CONTRA O MACHISMO DENTRO DAS UNIVERSIDADES!

– CHEGA DE TROTE MACHISTA!!!

– CHEGA DE MACHISMO DENTRO DENTRO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL!!!

Por Verinha Dias e Denise Laizo, representantes da página feminismo sem demagogia presentes no ato “Machismo nunca mais!”

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Uma resposta em “Machismo Nunca Mais – DCE LIVRE DA USP

  1. “”Não basta às mulheres estarem dentro de um partido em posição de liderança, mas ser sempre dirigida por homens ou por praticas machistas, não queremos ser marionetes,””
    Cada dia mais me apaixonando por essas meninas. É exatamente o que acontece. É uma integralização de fachada que fazem com a gente. Tem que ser real e tem que começar com os homens se libertando de suas ideias egoístas de superioridade. E mostrando às mulheres que eles não tem nada de especial. Ou somos todos especiais ou ninguém é especial.

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