Sobre meninas com idade entre a infância e adolescência, e homens mais velhos.

3

Há algumas semanas surgiu por ai um debate acalorado sobre meninas que relacionam– se com homens mais velhos. Lançar o questionamento sobre o assunto bastou para que houvesse um verdadeiro surto de mulheres defendendo com ferocidade que “Onde esta a liberdade de escolha?”, ou “só por que elas são adolescentes não tem direito a exercer sua sexualidade?” ou “Esta critica é moralista” ou “Pergunte a elas como elas se sentem!”. Por trás deste protesto todo existe um pensamento enraizado, uma visão de como devem ser as coisas sobre um viés liberal.

Todas as vezes que as feministas da esquerda levantam se para problematizar a sexualidade, são atacadas com todo tipo de acusação que as identifique como moralistas, como se tudo que as feministas da esquerda quisessem fosse impor regras sobre a sexualidade alheia,  mas não trata-se de impor regras, não trata se de moralismo, trata se de fazer uma análise materialista da situação, ir além da repetição de jargões que levantam a bandeira da individualidade sem observar o que acontece no geral, como se dá a maioria dos processos.

Tem sido nítido a propagação de ideias liberais e isso nota se facilmente  na forma que as pessoas argumentam trazendo como verdade incontestável  suas histórias pessoais, e como se dá isso? Surge uma mulher e diz “Eu fui uma menina de 14 anos que namorou um homem de 40 anos e sou feliz até hoje…” A personalização da critica, a individualização da mesma, é o cerne do pensamento liberal, que deixa de analisar toda uma conjuntura para basear se nas experiências pessoais, e é este mesmo tipo de ideia que o capitalismo usa para reforçar, por exemplo, a meritocracia, o sistema deixa passar, por exemplo, um proletariado que pode ser único, mas que chegou lá, enriqueceu, driblou o “azar” e por mérito próprio, superou as dificuldades. Com este exemplo eles dizem aos demais que é possível: “veja só, existe quem conseguiu”, mas acontece que a análise conjuntural da situação mostra claramente que a meritocracia é uma mentira, e como se constata isso? Observando que existem milhares de trabalhadores honestos que se esforçam diariamente e jamais chegaram lá, no topo.

As idéias mais difundidas hoje no feminismo são as da vertente liberal que tende a defender que existe liberdade no privado, ou seja, que na vida privativa as pessoas podem fazer o que quiserem, que ninguém deve interferir, que intrometer se “no tesão alheio” é moralismo. Normalmente usam este tipo de argumento para fazer calar as feministas interseccionais e socialistas, quando estas resolvem problematizar situações defendidas por este viés burguês, mas esta defesa cai por terra, por exemplo, quando fala se de estupro marital, violência doméstica, como defender a mulher desta opressão sem interferir no privado? Só lembrando que muitas mulheres não entendem que estão sendo vitimas de estupro, muitas mulheres defendem seus agressores, e o fazem por ignorância, por submissão, por vários motivos que impossibilitam – nas de livrar se destas situações, e uma das grandes sacadas da lei Maria da Penha é justamente que não há necessidade da pessoa em situação de violência denunciar, pode ser alguém que seja testemunha da situação a fazê-lo.

A intromissão no privado  em casos de violência doméstica tem sido muito bem vindo, porém só nestes casos é muito bem vinda,  não em todos os casos, não é mesmo? As mulheres envolvidas pela ideia liberal de feminismo têm cada vez mais reivindicando que não toquemos no seu privado, naquele assunto que elas não querem que seja debatido, aquele assunto que para elas, pessoalmente não traz problemas. Mas estas mesmas mulheres, que assumem esta posição individualista, recusam-se a analisar como segue a situação da esmagadora maioria das pessoas vivenciando esta mesma situação e tendo sobre si uma carga opressiva que trará danos, muitas vezes irreversíveis as suas vidas.

A desqualificação da problematização que as feministas da esquerda trazem mostra uma tentativa de naturalização da sexualidade; e naturalizar é um passo fundamental para que cessem os questionamentos e para tanto, levar para máxima “sempre foi assim e sempre será”. Nós não podemos concordar com este tipo de análise e argumentação, pois a sexualidade, assim como as relações que estabelecemos são socialmente e historicamente construídas, a sexualidade não é natural, é construída e por isso precisa ser analisada dentro da dialética, sobre seus aspectos materiais.

Dito tudo isso quero reforçar aqui que não quero neste diálogo falar de casos isolados e minoritários, que destacam se por terem dado certo, não quero falar de Malu e de Marcelo, não quero falar daquele caso que você acompanhou e que deu certo, muito menos da sua história pessoal, sua vivência é válida sim, mas além do sensível, além das suas experiências pessoais, existe um mundo de pessoas vivendo por ai para serem analisadas, e é ai que entra o método cientifico de análise, tomar o todo, verificar como se dá a maioria dos casos, e com base na maioria diagnosticar onde esta o problema e traçar formas de superação do mesmo.

Vamos fazer uma viagem pela realidade da vida, onde não existem Malus e nem Marcelos, mas sim Daianes, Polianas, Stephannys, Gabrielles, Josefas, Rutes, Eloás, Shirleys… Uma rápida busca pela internet e temos uma porção de casos onde relacionamentos de mulheres adolescentes com homens mais velhos acabaram em tragédia, e não estamos falando dos casos de exceção que as pessoas insistem em levantar como sucesso desta modalidade de relação, mas são a esmagadora maioria, alguns deles para exemplificar:

– Shirley tinha 16 anos e namorava com José Ramos dos Santos, de 23 anos. Ela confessou uma traição, ele a matou e decapitou.

– Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, ela namorava com Lindemberg Fernandes Alves, então com 22 anos, invadiu o domicílio de sua ex-namorada, manteve-a refém, e acabou tirando a vida da adolescente com um tiro por não aceitar o fim do relacionamento.

– Britânico de 34 anos matou a namorada de 14 anos por ciúmes, ela não quis dar a senha de suas redes sociais para ele.

– Daiane de 14 anos, foi morta por Adilson de 19 anos, ele disse a Daiane que se ela rompesse o relacionamento, não ficaria com mais ninguém.

– Poliana Alexandra de Araújo Alves, de 14 anos, e a amiga dela, Luzinete Lemos Rodrigues, de 16 anos foram mortas por Diego José da Silva, ele desconfiava que as duas tivessem um relacionamento homoafetivo;

– Sthefanny Oliveira Silva, de 14 anos, e a mãe da adolescente, Cássia Oliveira da Silva, de 35 anos, mortas pelo namorado da adolescente que tinha 20 anos.

– Gabriele de Assis Cassemiro, de 14, assassinada pelo namorado Adelson de Morais Lima, de 25 anos.

Por que tantas meninas relacionam se com homens tão mais velhos que elas? Existem tantas possibilidades para esta pergunta quando trata se do por que a adolescentes se envolve com homens mais velhos, mas existem poucas para o porque dos homens adultos envolverem-se com mulheres tão mais jovens que eles, a motivação esta no poder que facilmente é exercido sobre pessoas que estão em desigualdade fomentadas pelo machismo. Sem deixar passar que outras motivações que esta discussão quer mascarar é a sexualização de meninas, adultização de crianças, pedofilia, exaltação das Lolitas e naturalização do abuso.

Como foi dito no começo do texto, aqui nós não queremos falar de casais específicos, nem pessoalizar a critica que será feita, queremos fala de dados estatísticos de uma maioria de mulheres que acabam submetendo se a relacionamentos em idade muito precoce, e perdem parte de suas vidas, adquirindo para si responsabilidades da vida adulta. Muitas mulheres que tiveram relacionamentos na adolescência com homens mais velhos relatam que havia algo marcante neste tipo de relação, elas eram crianças demais, quando eles queriam que a opinião deles prevalecesse, elas eram maduras para idade quando concordavam com eles, ou seja, a relação de poder estava ali, imposta, com desqualificação das opiniões contrárias as deles, levando as a submeter se a vida que eles traçavam para elas.

Outra situação importante relatada por estas mulheres é que um dos momentos em que eles sempre a aplaudiam como maduras, era quando tratava- se de sexo, eram incentivadas a fazer posições variadas e agradá-los sexualmente com realização de fantasias, tudo sobre o incentivo de que isso seria ser madura, mesmo que estivessem fazendo coisas que não agradassem a elas, o importante era para estas meninas, firmar-se como madura para aquele homem. Estas observações foram feitas em relatos enviados para pagina na própria postagem que levantou o assunto, e também em debate com as moderadoras da página FSD, que vivenciaram este tipo de situação.

Mas quem seria a esmagadora maioria das meninas e adolescentes envolvidas em relacionamentos precoces?

Um estudo realizado pela Secretaria da Saúde mostra que as maiorias das mães que são adolescentes engravidam de homens cinco anos mais velhos em média. Estas mulheres relacionadas neste estudo têm de 10 a 20 anos. É necessário deixar bem claro aqui que o comportamento das meninas mais jovens quando relacionando se com homens mais velhos é de submissão. Elas admitem o fato de serem menos experientes e ou confiam neles ou sentem se constrangidas de impor determinadas posições, como por exemplo, o uso de preservativo. Para a coordenadora do programa de Saúde do Adolescente da Secretaria da Saúde, Albertina Takiuti, diante de homens mais velhos, as meninas ficam inibidas de propor uso de preservativo.

Em outro estudo realizado foram pesquisadas 1000 adolescentes em um hospital, entre elas: 24% foram atendidas por motivo de gestação, 7% foram atendidas para curetagem pós-abortamento, 93% para parturição. Com idade média de 17 anos, sendo que 17% tinham até 15 anos. As classes sociais em que estas adolescentes estão inseridas são as mais baixas, entre C, D, E. Na época do parto 67% não estudavam. Estes dados são muito importantes, por que demonstram claramente qual o perfil das adolescentes que perde a juventude, perde o tempo em que deveriam estar preparando se para a vida adulta, adquirindo precocemente responsabilidades da vida adulta, elas são pobres e são periféricas.

Nas classes mais abastadas este índice é infinitamente inferior, vivemos numa sociedade pautada em que a educação e cuidado com os filhos esta entregue aos pais, é uma faceta do próprio sistema capitalista louvar a família nuclear, justamente por que ela será à base de formação dos novos trabalhadores para o sistema, porém, este mesmo capitalismo força a ausência dos pais de casa por longos períodos a fim de manter a sobrevivência. As classes mais baixas têm uma configuração diferente se comparadas às famílias de classe média e ricas, nas classes baixas a família é formada em sua grande maioria por mães que chefiam a família sem a presença do companheiro, divorciadas ou abandonadas, trabalham por cerca de 9 horas fora de casa, se analisarmos as dificuldades para chegar em casa, visto que apesar de morar na periferia a maioria das vagas de emprego estão nas regiões centrais, estas mulheres levam até 3 horas para chegar em casa, quando chegam tem que se ocupar dos afazeres domésticos, e então fica a pergunta, onde existe tempo neste cotidiano perverso de educar uma filha, acompanhá-la em seus dilemas adolescentes, protegê-las de relacionamentos danosos?

A família burguesa, classe média alta tem outra formação, são maioria formada por casais, se por aparência ou não é outro papo, mas apresentam se assim, existe disponibilidade de pelo menos um dos pais para assumir a responsabilidade da educação dos filhos e filhas, normalmente a mãe faz este papel, se observamos a classe médica, por exemplo, uma área que agrega alta porcentagem de pessoas de classe média alta ou burguesa, a grande maioria das pessoas que se graduam são mulheres, mas a grande maioria das pessoas que exercem são homens, as mulheres acabam abandonando o exercício da profissão para cuidar da educação dos filhos (as). E esta educação dada é fundamentada na importância das etapas da vida, as famílias burguesas protegem seus filhos (as) para que não interrompa se os ciclos, estimulando aos estudos sempre, cobrando resultados e acompanhando passo a passo. Notem que ao passo que existem duas formações familiares, dois tipos de caminhos pegos, um pelas adolescentes pobres e periféricas, outras pelas adolescentes de classe alta, temos um aprofundamento das desigualdades, e uma manutenção do status quo, permanecem nas classes abastadas quem já estava por lá, mantém se nas classes desprivilegiadas quem já estava lá também.

A ideia de “direito ao nosso corpo” disseminado pelas feministas liberais, não faz a problematização do que isso significa para as mulheres pobres, periféricas e de maioria negras, por que o feminismo liberal observa a libertação das mulheres de um ponto privilegiado, do ponto alto da sua classe. Desde seu surgimento, o feminismo liberal simplesmente ignorou as pautas das mulheres trabalhadoras e pobres, e um exemplo disso é que as sufragistas, feministas brancas e burguesas, queriam si lutar pelo direito a voto para as mulheres, mas não todas as mulheres, apenas as que possuíssem propriedades privadas, ou seja, mulheres trabalhadoras estavam fora da luta por direitos. Mas são estas ideias que estão disseminadas como absolutas no meio feminista até os dias de hoje e são repetidas pela esmagadora maioria das feministas sem reflexão do realmente querem dizer. Ressaltamos ainda que o que leva estas meninas a engravidarem nesta idade além da formação da família ineficaz para dar cuidados e atenção a esta fase de desenvolvimento das filhas, conclui-se que um dos fatores que levam as adolescentes a engravidar é a falta de auto continência para lidar com suas angústias e impulsos, capacidade que não foi suficientemente favorecida por suas famílias e pelo meio social em que vivem. Esta conclusão foi verificada na observação de adolescentes entre 15 a 17 anos. Entre as adolescentes avaliadas todas mantinham relacionamentos com homens mais velhos, a saber, como exemplo: Daiana com 15 anos, sexta série incompleta, o pai da criança com 25 e Sara com 16, segunda série do ensino fundamental, e o pai da criança com 34 anos. Ambas começaram a se relacionar com estes homens aos 11 anos de idade, estes homens foram os primeiros parceiros sexuais e únicos e deles elas engravidaram. Esta é a realidade. Quero deixar escurecido que a realidade não é a pintada e romanceada pela burguesia, a realidade esta com as meninas pobres, brancas ou pretas, e periféricas.

Não podemos nos pautar pelas exceções e fechar os olhos para esmagadora maioria das meninas que começam relacionar se muito jovens, deixam os estudos, assumem uma vida adulta no período da infância para adolescência, perdendo a oportunidade de estabelecer se na vida, assim como as filhas das burguesas o fazem, e sendo cobradas tanto por este homem que as tira do caminho sadio, como pela sociedade que as culpa se reclamarem, por que sempre será culpa da menina, a menina que: “Deveria estar estudando, mas estava no funk dançando até o chão e sensualizando” ou “que estava por ai pegando os caras e fazendo sexo sem proteção” ou “que não se deu ao respeito”, a culpa nunca é do homem que utilizou se do machismo para sentir se no direito de sexualizar os corpos de meninas com idade muito inferior a deles, meninas que não estão aptas a relacionamentos adultos, meninas que não estão em igualdade com eles.

A idade de consentimento no Brasil é de 14 anos, mas adolescência é um período que se estende até os 18 anos. Reforçamos que, o grande número de meninas e adolescentes vivendo relacionamentos que pautam se pela desigualdade e interferem em seu desenvolvimento sadio é alarmante e tem lugar de classe, é aqui entre as pessoas pobres e periféricas que isso acontece com frequência, naturalizar estas situações é tudo que o opressor de classe e o patriarcado desejam, assim mantemos não só a dominação masculina sobre a vida das mulheres, como também mantemos homens como privilegiados do sistema, já que mais velhos que elas, provável terem mais anos estudados, e condições de independência financeira, e de lavada, mantém se o status Quo, com as filhas de burgueses sendo preparadas para o topo da cadeia social, e sendo salvaguardadas em todas as etapas de suas vidas para que isso seja possível, enquanto as meninas das classes baixas são ceifadas de oportunidades que poderiam dar lhes emancipação.

Liberdade sobre nosso corpo é tê-lo respeitado em todas as fases do nosso desenvolvimento, é termos nosso tempo para nos adequarmos as experiências de cada etapa, e não sermos sexualizadas por homens adultos, que se aproximam e tomam de nós, através de uma sedução coercitiva, para nos envolver. Liberdade sobre nosso corpo nunca será adequarmos- nos os fetiches dos homens por lolitas e ninfetas, chamando isso de escolha, como se fosse possível escolher dentro de uma sociedade igual, quando sequer temos ainda a maturidade suficiente para decidir. A reivindicação do feminismo liberal que tenta naturalizar estas situações, realmente não nos representa.

Por: Verinha Kollontai

Bibliografia

Gravidez na adolescência: perfil sócio-demográfico e comportamental de uma população da periferia de São Paulo, Brasil. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2007000100019 Gravidez na adolescência: um estudo exploratório http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0006-59432006000200002 Estudo aponta que mães adolescentes engravidam de homens mais velhos http://www.ibvivavida.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=3344:not3530&catid=34:noticias&Itemid=54 Por : Verinha Kollontai

Anúncios

40 respostas em “Sobre meninas com idade entre a infância e adolescência, e homens mais velhos.

    • Eu também me sinto assim. Quando eu era adolescente sempre me relacionei com caras mais velhos, e talvez por isso nunca havia conseguido entender essa via de pensamento. Texto muito esclarecedor.

    • Ótimo texto, esclarecedor. Seria tão bom se nas escolas públicas o feminismo fosse disciplina. Com certeza teríamos uma geração de mulheres mais esclarecidas, menos abusadas e sexualizadas pelo machismo. Teríamos mulheres mais felizes

  1. Acho que as pessoas as vezes se preocupam de mais com certas coisas e de menos com outras vamos focar nos estupros, nos abusos sexuais e nos pedofilos. Eu hj tenho 17 anos e namoro a 3 anos com um homem muita mais velho que eu ele tem 47 anos, vivemos muito bem obrigado. Essas situações variam de caso a caso, geralmente mulheres mais novas que namoram homens mais velhos são mais maduras, outras nem tanto. acredito qe venha de criação. fui muito bem criada, sempre tive liberdade na infancia e inicio da adolescencia mais tive a liberdade na medida certa, mais cresci rapido e vivi e vivo tudo que uma jovem tem que viver, comecei a trabalhar cedo com 13 anos, fui inspirada pela a minha avó que sempre me criou e foi uma mulher que criou 3 filhos sozinha da melhor forma possivel. acho que isso me influenciou um pouco. enfim meu relacionamento e otimo ja estou prestes a completar tres anos de namoro e minha avó o adora e eu também 🙂

    • Thayana, o seu caso é isolado. Temos que olhar a grande maioria. Nem sempre é um mar de rosas como o seu relacionamento. Gosto de caras mais velhos, acho que amadureci rápido demais, não consigo lidar com ‘novinhos’, devido à mentalidade destes… Mas, sei que não sirvo de base para representar um universo de relacionamentos com toda essa diferença de idade. Nem sempre uma amostra pode representar bem uma população inteira. 🙂

    • Eu tenho a impressão de que você leu só o título, pois o texto INTEIRO diz para não nos pautarmos pela exceção, que é o seu caso, e deixar de proteger as que não são caso de sucesso, que é a regra.

    • Thayna que bom ver quem tem pessoas como voce nova mais que tem maturidade,namoro com um homem mais velho tambem e eu e minha falmilia gostamos muito dele e todos super apoiam nois dois pois ele e bem respeitador ,responsavel e etc…,eu sou nova mais tenho mais maturidade que muitas pessoas de 30,40 anos…

  2. Eu acho extremamente perigoso naturalizar relacionamentos entre homens adultos e meninas adolescentes… Há uma boa diferença entre dois adolescentes de 14 e 17 anos, entre uma menina dessa idade e um (traste) de 20, 30, 40 anos a diferença é infinitamente maior!

    Eu me recuso a acreditar que qualquer relacionamento assim seja saudável. Sinto muito medo por essas meninas.

    • Já entrei em um relacionamento com 13, com uma pessoa nojenta de 19/20 eu me apaixonei perdidamente, e ele me manipulou tanto, e outras meninas também, que estavam a minha volta, eu tenho 15 agora, e é pouca diferença, mas se eu voltasse atrás eu teria ouvido minha mãe, eu também não acredito que possa existir uma relação saudável.

      • Boa! Não acredito em relacionamentos de adolescentes com homens de maior sejam saudáveis, como também não acho saudável uma mulher de 25 com um cara de 38. As pessoas estão em idades diferentes, momentos diferentes, interesses diferentes. Eu, infelizmente, tenho uma amiga de 24 anos que tem curso superior, morava sozinha, estava desempregada, procurando emprego e estudando pra concurso, mas aí conheceu um tarado de 28 anos e está namorando com ele. Agora, ela está morando com ele, ganhando 600 pila pra trabalhar na empresa dele. Ou seja, a vida dela depende dele, ela não tem independência nenhuma, liberdade nenhuma. A família dela não é da cidade onde a gente mora, então se o relacionamento dela acaba, ela fica sem ter onde morar na cidade. Muito triste. Mais do que 5 anos de diferença, cai fora, amiga. Não é normal!

    • Eu tenho 14 anos e namoro, um homem de 24 anos. E temos um belo relacionamento, saudável. Acho que você não deveria sentir medo, por meninas como eu,que namoram homens mais velhos. E sim, por meninas que se envolvem com caras que elas não conhecem direito,que conversam pela internet. Acho natural que meninas novas se interessem por homens mais velhos, não tem nada de monstrouso nisso. O errado é que elas se envolvam com quem nem conhecem direito.
      Tenho como exemplo o relacionamento da minha prima que começou a namorar com 14 anos com um homem de 23 anos. E que vivem felizes até hoje. E é o que eu quero pro meu relacionamento.

      • Alguém que você conhece pela internet as vezes pode ser melhor do que alguém que vc encontra na vida real, não seja fatalista.

  3. O próprio texto frisou isso logo no começo, Thayna, que não levaria em conta experiências pessoais, mas sim se basearia em um estudo científico, onde leva-se em conta uma população. O seu caso deu certo, mas o de grande maioria das outras pessoas, não.

  4. Eu namoro há 5 anos, ele tinha 19 e eu tinha 13 ….hoje em dia não se tem muita diferença… mas assim, independente da idade não se deve submeter a nada e ter plena consciência de seu corpo e principalmente mente, só comecei a namorar com ele porque eu sempre fui diferente, e se um cara de quase 20 viu isso em mim errada não estava. Tem que haver esse conhecimento para se tornar capaz de se envolver com alguém mais velho, porque dúvidas podem surgir em relação a essa submissão … mas… se a pessoa tem esse controle e o parceiro tem também essa consciencia, de que é mais nova, de que ainda está se desenvolvendo …é ótimo ❤ amadureci bastante e ele mais ainda… para mim só tenho a agradecer, muito do que penso e sou eu dou graças a esses 5 ultimos anos em que ao contrário de muitas gurias na minha idade já planeja a minha vida e traçava minhas metas.

  5. Eu sempre vi posts de fotos ilustrando essa divisão no feminismo entre as mulheres negras e pobres/mulher branca, hétero, burguesa. E sempre pensei que eu apesar de não ser negra e ter condições de vida boa eu não fazia parte desse grupo, que de alguma maneira oprime (não sei se essa é a palavra certa pra se usar) essa outras mulheres, mas esse texto me fez ver que é exatamente isso que eu faço, ou pelo menos fazia, a partir de agora.

  6. Tenho 15 anos e meu namorado tem 24, estamos juntos a 1 ano e meio. Não cheguei a ler até o final… mas acho que aquelas garotas foram mortas por escolherem o cara errado. primeiro de tudo, você tem que conhecer seu parceiro, e ver se ele é agressivo no começo, e logo ja sair do relacionamento se ele realmente for.

    • “Elas foram mortas porque escolheram o cara errado”… SÉRIO, Karine? SÉ-RIO? Culpando as vítimas?? TSC, TSC, TSC….
      .
      Conselho GRÁTIS: leia o texto, entenda-o. TALVEZ, TAL-VEZ você consiga escapar de um destino semelhante.

  7. Eu nao acho que a violencia contra essas adolescentes se de pela diferenca de idade de 3, 4 anos, mas sim pelo machismo e misoginia que esta presente em qualquer idade. Como faz entao? A partir de quantos anos a mulher pode se relacionar com alguem mais velho? A partir de 18 pode se relacionar com alguem mais velho? E qual o limite dessa diferenca? 3 anos de diferença de idade é aceitavel? 5 anos? 20? E eu ja trabalhei com adolescentes gravidas e uma coisa que ficava bem claro pra mim é que elas nao engravidavam e “perdiam a oportubidade de se estabelecerem na vida”, era o contrario, elas nao tinham oportunidade de se estabelecerem na vida e por isso engravidavam! Uma vez, quabdo trabalhava numa cidade de praia na regiao dos lagos do rio de janeiro,numa reuniao de grupo, ouvi isso de uma agente comunitaria:” nao adianta ficar achando qie elas tem que esperar pra estudar, ser formar, cuidar da vida, estudando ou nao elas vao virar faxineira na casa dos turistas pq é a unica coisa que tme pra fazer aqui” E muitas vezes via essas meninas se relacionarme e engrvaidarem na adolescencia pra fugirem de situacoes de desestruta, violencia e abusos familiares… E fico relamente pensando tb sobre a sexualidade na adolescencia, meninas de 16 anos podem exercer sua sexualidade com meninos de 16 tb ou nao podem?? Realmente nao sei….

  8. Eu me lembro bem quando tinha uns 15 anos, por mais que eu achasse que era extremamente madura pra minha idade e os caras mais velhos fazerem questão de me dizer isso a todo momento (lógico pra uma menina que está no auge da adolescência é ótimo ouvir isso, e os caras sabem disso) hoje posso perceber o quão tonta eu era. Hoje tenho 29 e olho pra minha época de adolescência e vejo o quão imatura eu era e não vejo isso como um erro, eu estava na idade de ser assim. Não acho que uma adolescente tenha maturidade o suficiente para encarar um relacionamento com um homem mais velho. E acho que isso pode acarretar tantos prejuízos, a ponto da pessoa não perceber nunca o quanto ela está sendo manipulada. Conheço gente que está num relacionamento assim a anos, e hoje mesmo depois de adulta não consegue perceber o quão toxico um relacionamento baseado na manipulação pode ser. Acredito que existam sim exceções, mas não em número expressivo para eu mudar minha opinião. Hoje em dia as pessoas tendem a acreditar que tem uma grande maturidade que na verdade não existe.

  9. Muito bom o texto, bem embasado e muito contundente, mostra uma realidade imensamente ignorada quando se trata de relacionamentos entre adolescentes e pessoas mais velhas, nesse caso as adolescentes do sexo feminino que, na maioria das vezes tem esse estado de perigo agravado por gravidez e histórico de violência.

    Quando o texto deixa de lado as experiências pessoais, deixa também de discutir a ideia de “dar certo” muito expressadas por aquelxs que desqualificam essas afirmações.

    Pois bem, fugindo aqui dessa proposta de experiências individuais vou aqui trazer a minha experiência com relacionamento com homem mais velho na adolescência, essa que na minha opinião, deu certo. Pois bem, aos 17 anos concluindo o ensino médio, conheci em um show uma homem, que tinha aparência de adolescente também e que acompanhava uma turma de adolescentes, todos mais jovens que ele, nessa ocasião, ficamos e começamos a nos conhecer, de imediato ele me disse que tinha 27 anos, fazia pré vestibular mas não trabalhava e que não queria que nosso relacionamento fosse algo casual mas sim um namoro sério, no que de pronto aceitei, levada pelo fato de que nunca tinha tido nenhum namorado sério e porque havia gostado bastante dele (impulso total pois tínhamos acabado de nos conhecer). O namoro durou pouco, apenas até minha mãe descobrir e me mandar terminar, o que levou duas semanas, mas nesse intervalo, ele já ia na minha escola me encontrar, já tínhamos combinado de sair outras vezes e ele já havia me convidado diversas vezes pra sair, além de ter se oferecido pra ir na minha casa conversar com os meus pais diversas vezes (eu nunca quis pois sabia que meus pais não aceitariam), ou seja, já tinha sido praticamente engolida por ele, mesmo em tão pouco tempo. Quando terminei com ele, ele me pediu que não deixássemos de nos ver, que poderíamos namorara escondido ou que fosse casual e continuássemos ficando de forma exclusiva, eu já tinha sido alertada pela minha mãe sobre essa conversa e acabei mantendo firme a posição de terminar, mas ele continuou entrando em contato com uma amiga por meio de rede social, até que viu que realmente não ia acontecer.

    Terminamos e eu segui com a minha vida, e hoje dou Graças a Deus que minha mãe descobriu e me tirou dessa, não porque o cara fosse má pessoa, mas porque não é próprio se relacionar com uma adolescente como se ela fosse adulta, com ele se repetiu o que sempre aconteceu comigo durante a adolescência e parte da infância, ser vista como uma belo corpo, já formado na falácia de maturidade. Por isso a minha fala de o que é dar certo, pra mim deu certo esse relacionamento porque acabou.

  10. Um texto muito interessante. peço atenção para os erros de português (na minha opinião, esses errinhos não demerecem em nada o texto, porém tem gente que pode se utilizar disso como falácia para desmérito).

  11. Concordo com a maior parte do texto. E sim, tive experiência pessoal, eu com 14 e ele com 21. Na verdade, até hoje, mas com outro homem, eu com 19 e ele com 27 (a diferença de idade se manteve, apesar de ser um pouco diferente). E sei que isso não muda porque como mesmo disseram, minhas histórias deram e estão dando certo, mas não quer dizer que isso acontece com todos.
    Só estou achando que vocês pegaram em um problema onde não se trata de idade, e sim da violência. Porque a mesma violência que essas crianças e adolescentes sofreram/sofrem, adultas, idosas, qualquer variação de idade, também sofre.
    Já passei por coisas muito ruins no meu relacionamento passado, ruins mesmo, na época não percebia isso mas hoje me tornou quem eu sou. E o meu relacionamento de hoje não tenho do que reclamar, ele tem uma cabeça bem semelhante a minha, um lindo feminista e que entende minha dores diárias. Mas retomo a dizer, sei que não é todos que tem a coragem de assumir esse abuso, que tem a coragem de aprender com um relacionamento e se precaver no segundo, entendo isso.
    Só quero deixar claro que o problema da situação é a violência das pessoas, não importa idade. Já vi menino de 12 anos batendo em meninas da mesma idade, e não só batendo mas também compartilhando fotos/vídeos de forma a dizer “ela é uma biscate, puta e blablabla”. E ai? Esse problema vem da educação recebida, seja da escola, de família ou do ambiente em que vive, o problema está no ser e no meio em que vive e não no contexto de idade, apenas.
    E no fim fala de “não sermos sexualizadas por homens adultos”, acho que ficaria melhor sem o adultos. Não devemos sofrer isso por ninguém, não interessa se “é uma criança, não sabe o que está falando”, é nesses detalhes que todos ignoram que começa a ignorância de um ser. O adulto é formado na infância e adolescência, cada detalhe conta, seja ensinar para a menina que não deve passar por isso, como ensinar ao menino que não se deve fazer isso.

  12. Pingback: Sobre meninas com idade entre a infância e adolescência, e homens mais velhos. | Cosmopolitan Girl

  13. Minha avó casou com 13 anos com meu avô que tinha 29. Ela era totalmente ingênua. Era analfabeta e foi criada para cuidar de casa, criar galinhas e porcos e do plantio. Não havia televisão, muito menos água encanada, saneamento básico ou eletricidade. Teve o primeiro parto normal aos 14 anos, sozinha, na tapera onde morava, no interiorzão.
    Meu avô a espancava, espancava os filhos (que no total foram 6 sobreviventes e alguns que morreram antes de completar 2 anos), foi um homem muito cruel. Ela não tinha como se separar dele. Os pais dela morreram quando ela ainda era criança. Ele ficava meses sumido de casa. Quando isto acontecia, tudo o que ela tinha para alimentar os filhos era o que vinha da cultura de subsistência do quintal deles e ajuda de vizinhos.
    Mesmo assim fui orientada desde muito cedo a escolher um homem mais velho para casar, porque eles eram melhores, eles eram mais maduros, mulher amadurecia mais cedo que o homem, etc.
    Mas esta romantização do casamento com homem mais velho nunca entrou na minha cabeça (ok, fui criada em cidade grande, com acesso à biblioteca, escola pública de qualidade, grupos de discussão na escola e na igreja, etc.)
    Resultado: casei com um homem 3 anos mais novo do que eu. Estamos há mais de 12 anos juntos.
    Hoje tenho uma filha e espero poder passar todos estes valores para ela, quero que ela entenda a história das mulheres da nossa família, pelo que elas passaram, como passaram e porque passaram. Quero que ela ande de cabeça erguida na rua e que nunca caia numa armadilha destas!

  14. “Diana” tinha 18 anos, era pobre , vivia basicamente num barraco, trabalhava em loja quando conheceu “jorge” 40 e poucos anos casado. “Jorge” perseguiu “Diana” até ela dizer sim, levava presentes, roupas, ia até sua casinha, ficou amigo de sua mãe, uma mulher simples. Conquistou Diana, depois ele cuidou da mãe dela, construiu uma enorme casa e continuou com ela. O tempo passou e Diana com 27 anos queria ter um filho e disse que ia terminar o relacionamento, então Jorge propôs que eles tivessem um bebê. Deu um carro para ela, já que ele, sendo casado não poderia ficar levando ela e o bebê pra lugar nenhum e ela teria que se virar sozinha. Quando o bb nasceu a esposa descobriu, Diana foi humilhada diversas vezes e a criança vai para a casa do pai e de sua esposa e de seus outros irmãos e é obrigada a ouvir as pessoas xingarem a mãe. Diana já está com ele há mais de 20 anos, ele não gosta que Diana vá há praia sozinha, Diana não vai nem ao shopping sem permissão dele. Diana nunca conseguiu independência financeira. Agora ele é viúvo e agora depois de muita briga e humilhação ele deixou Diana morar com ele…. #truestory Então, por isso não é certo meninas namorarem homens mais velhos, se parar e conversar com “Diana” vai perceber que ela tem a inteligência emocional de uma menina de 15, nunca amadureceu, por que será? 🙂

  15. Muito bom o texto.Nunca namorei um cara muito mais velho ,mas já vi muitos casos com colegas que sempre deixaram impressionadas,claro que existe casos isolados e felizes,mas a maioria dos casos vejo relacionamentos estarrecedores com violência moral e física e isso tudo gera mortes que poderiam ser evitadas se houvesse a discussão do problema em todos os meios.
    Além disso,existe um assédio absurdo dos coroas por meninas novinhas,eu mesmo já escutei coisas horrorosas e daí pensava “esse tiozinho não vê que sou criança para ele?”

  16. Eu não sou feminista, mas tenho que concordar que o texto é excelente. Infelizmente, vivemos numa sociedade onde se prega que a mulher amadurece mais cedo e em consequência disso, muitas jovenzinhas acabam se achando madura e se sentem no direto de se envolver com homens mais velho, argumentando que os garotos da mesma faixa etária não tenha maturidade que elas tem.
    Conheço colegas da mesma idade que eu casadas com homens mais velhos e que não levam uma vida feliz, são homens com 45, 50 e até 60 anos que são inseguros, obcecados e ciumentos. Já com as pessoas que conheço que se relacionam com pessoas da mesma faixa etária ou um pouco mais nova (1 a 2 anos) vivem uma vida feliz, com liberdade e muito amor e esses parceiros tem a mente mais aberta e compartilham dos mesmos gostos e ideais.
    A conclusão que eu cheguei é: diferença muito grande de idade gera muitas consequência pois não tem o mesmos gostos, pontos de vista, ou seja, se a garota gosta de sair, talvez o homem não goste e isso gera conflitos que acaba desgastando o relacionamento, pois o homem sempre vai achar que a garota está o traindo com alguém mais novo que ele e acaba levando a consequências seríssimas.
    O ideal é se relacionar com alguém da mesma faixa etária e que conheça bem o caráter e os valores desta pessoa para ter um relacionamento feliz e saudável.
    Sou solteira, e o meu “crush” é da mesma idade que eu, graças a Deus, espero que em breve ele se toque que eu gosto dele kkkkk.
    Parabéns pelo post!!!

  17. Ao ler os comentários percebo que uma grande parcela das pessoas ou não leram o texto todo ou não entenderam o que foi dito nele. Relacionamentos nessas circunstâncias que dão certo são exceção sim. Quem é professor e trabalha nas periferias têm uma noção de quantos casos que dão errado acontecem todos os dias. Não se trata de conhecer bem o cidadão. Ninguém se mostra agressivo e dominador até envolver sua vítima. Não existe isso de mulher amadurecer mais cedo que os homens. Existe uma sociedade patriarcal que repete isso para nós todos os dias e responsabiliza as filhas muito cedo. Dentro de uma casa, geralmente não se cobra que os meninos ajudem suas mães com os irmãos mais novos ou com as tarefas do lar, mas, sim, as meninas. Nos comentários vemos muitos casos bem sucedidos dessas relações porque a esmagadora maioria de casos mal sucedidos não tem tempo e, possivelmente, conhecimento sobre essa discussão. Têm tempo apenas para cuidar da prole e da casa e chorar pelo tempo perdido.

  18. Otimo texto!
    Uma coisa que faz esse sistema de “liberdade” ainda mais facilitado, muitas garotas como eu, sao pressionadas desde a infancia a se comportarem como “mocinhas”, ou seja mesmo que vc seja criança ainda, se recebe cobranças para atitudes adultas. Isso é mais evidente na pré-adolescencia, quando vc ainda quer brincar, mas isso nao é coisa de mocinha, mas homens da mesma idade ainda podem brincar sem medo de deboche.
    Me lembro de quando tinha 10 anos, ainda brincava de boneca, porem quando eu fazia algo errado em casa, meus pais “ameaçavam” de contar para minhas amigas que eu ainda brincava ,o q era uma vergonha para uma “mocinha” como eu.
    Entao tem aquela ilusao de falar que garotos da mesma idade sao mais imaturos, por isso as meninas q sao maduras e mocinhas devem namorar caras mais velhos, ja q eles sao “maduros”. Com isso, surge q é uma coisa normal para todos os relacionamentos. (Sim, tem exceçoes,mas sao minorias de pessoas normalmente de classe mais elevada). É uma grande adultizaçao de garotas ,q acreditam q estao fazendo a coisa certa, pq a sociedade fala tanto que elas sao adultas e maduras para esse tipo de relacionamento q acaba sendo uma coisa natural.
    Ainda ha pouco tempo, no ensino medio ,me zuavam e chamavam de “papa anjo” etc, so pq eu me relacionava com pessoas da minha idade ou 1 ano mais nvos, enquanto o “normal” para garotas da minha idade era de relacionar com homens mais velhos,pq meninos da minha idade querem so curtir e nao nada sério.
    Ainda ha muito o q se discutir nessa parte do feminismo, é smp bom pensar na seguinte frase:
    “A liberdade que te solta, é a mesma que te prende”.

  19. A ideia de que meninas de 13/14 anos já são maduras não deveria corresponder ao fato de algumas delas já terem o corpo formado e nem se elas já estão namorando ou trabalhando, porque simplesmente ainda não são maduras. São crianças que definidas pela sua classe social, são subjugadas por adultos mais velhos. São crianças ou adolescentes que tem por intermédio de uma relação amorosa, a falsa ilusão de ajuda, a falsa segurança de poder aquisitivo. E sendo de alguma forma inexperiente, são controladas sim pelo adulto mais velho, sendo julgada até mesmo pela família do individuo, que por ter se casado cedo, ou por ter namorado desde seus 13/14 anos deveria saber limpar casa, lavar roupa, cuidar dos filhos e ainda ser submissa ao marido.
    É nítido que exista exceções, mas não poderíamos encaminhar esta discussão para estas brechas, por que simplesmente não estaríamos falando da grande maioria.

  20. Nossa, melhor texto que li sobre o assunto, aprofundado e com estatísticas. Maravilhosa critica a esse feminismo liberal que defende até mesmo as governantes mulheres que oprimem as mulheres trabalhadoras, a esse feminismo liberal que resume a militância feminista somente à questão sexual (e ainda o faz de forma superficial e equivocada). Parabéns!

  21. Cheguei aqui pesquisando sobre o assunto. Obrigado pelo esclarecimento, acredito sim que devemos ter uma visão mais macrocósmica do assunto. Eu adoraria ver uma matéria dessas mas com enfoque em mulheres mais velhas e meninos mais novos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s