Dia da Visibilidade Trans

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Hoje, 29 de janeiro, é Dia da Visibilidade Trans. Infelizmente, recebemos há poucos dias a triste notícia de que, nos primeiros 26 dias desse ano, já foram assassinadas 56 mulheres trans e travestis. Uma taxa de homicídio de mulheres trans que é 6 vezes aquela que foi registrada em 2014. Isso não é coincidência, afinal, ano passado, várias vezes os fundamentalistas fizeram campanhas contra as pessoas trans, assim como atacaram as mulheres, as pessoas negras e as LGBTs.

Os ataques contra as pessoas trans vêm de todos os lados. Desde cedo, muitas meninas e meninos trans são vítimas de agressão, levadas a “terapeutas” e colocadas de castigo pelos pais, que buscam, a todo custo, “curar” essas crianças. Mas ser trans não tem “cura”. Identidade de gênero não é uma “opção”, é uma característica humana como qualquer outra. Na escola, crianças e adolescentes trans são alvos de chacotas, agressões e às vezes até mesmo de estupros, violência esta que pode vir dos colegas de classe, funcionários, professores ou até do diretor ou diretora. Muitas vezes saem de casa e da escola, seja porque foram expulsas ou para fugir da constante violência que sofrem.

O mercado de trabalho também não acolhe pessoas trans. Por isso, elas, muitas vezes, acabam sendo empurradas à prostituição ou aos precarizados empregos nas empresas de telemarketing. Essa é a condição de vida da maioria das travestis. Para suportar ter relações sexuais com homens machistas, sendo tratadas com desrespeito e às vezes agredidas, muitas vezes recorrem ao uso de drogas, o que faz com que a polícia as trate como criminosas.

Nós, da página Feminismo Sem Demagogia, repudiamos a transfobia. Defendemos que o movimento feminista acolha as mulheres trans e as travestis, porque elas são nossas irmãs, vítimas do mesmo machismo. Assim como muitas mulheres pobres e negras, são empurradas à prostituição porque não encontram outro meio de prover seu próprio sustento. Também é fundamental repudiar a opressão sobre os homens trans, que são frequentemente vítimas de estupro corretivo dentro de suas próprias famílias.

Elas e eles, assim como todas nós, são atacadas constantemente pelos fundamentalistas, como Bolsonaro, Feliciano e Eduardo Cunha, assim como pelos governos, seja do PT, PSDB ou PMDB. Prestamos nossa solidariedade às famílias das vítimas das mulheres trans e travestis assassinadas nessa onda de ódio que tomou conta desse mês. Que esse ano seja um ano de luta contra a transfobia e contra toda forma de opressão e exploração!

 
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